quarta-feira, 15 de julho de 2015

Resenha de CD > Agony Voices – Mankinds Glory (2015)

Por Guilherme Rocha (Funeral Wedding)
Lançamento: maio/2015
Gravadora: independente

Agony Voices é um grupo de Doom/Death Metal de origem catarinense, mais precisamente da cidade de Blumenau e nos presenteiam com mais um trabalho de qualidade, o seu segundo álbum, Mankinds Glory. Este novo trabalho, que foi lançado dia 9 de Maio de maneira independente é superior ao seu antecessor, The Sin, lançado em 2011, por trazer os mesmo elementos do álbum passado, mas adicionando uma sonoridade um pouco mais trabalhada e quiçá menos agressiva, podendo então desagradar quem esperava por mais peso da parte da banda. 

Começando com a música que dá nome ao álbum, ”Mankinds Glory” é uma faixa que possui um riff incrível, até pegajoso, então a banda acerta em cheio em abrir com essa canção, pois deixa o ouvinte curioso e com vontade de ouvir as próximas faixas. “Nocturnal Minds” e “A New Beginning” seguem com ótima qualidade e lembrando muito o primeiro álbum por serem as mais agressivas.  

O clímax do álbum certamente é a trinca, “No Traces”, “World of Devastation” e “Desire for Pain”. Estas três faixas mostram bem o que é o novo som do grupo, mais denso, trabalhado e o mais importante, são amostras de uma identidade do grupo, que intercala entre o Death Doom e Gothic Doom estilo Paradise Lost na canção “Desire for Pain” ou Woods of Ypres em “No Traces”. O álbum segue de maneira coesa, desde a primeira canção até seu ultimo lamento agonizante, “Abyss of Despair”, que fecha o álbum de maneira excelente e, como não podia deixar de ser, carregada de feeling e melancolia. 

O grupo está de parabéns pelo novo álbum e esperamos por muitos outros com a certeza de que grandes obras ainda viram destes catarinenses. Confiram sem medo este novo álbum, que já está à venda, entrando em contato com a banda pela página no facebook dos mesmos. 


Entrevista – Volkmort

Por Cielinszka Wielewski



1. Apresente a Volkmort para quem frequenta o Doom Metal BR, mas não a conhece.
DEATHOS - Somos a banda VOLKMORT, executamos um death/doom, porém agregamos alguns elementos de WAR metal.
Atualmente integram a banda:
Deathos – Panzer (Bass)
Unorthodox – Deaths (Guitars)
Sepulchral – Grave (Drums)
Dunkel Traum – Flagéllum (Vocal)


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Resenha > Mictian – Lost in My Sick Mind

Gravadora: independente
Por Guilherme Rocha (Funeral Wedding)

Mictian, é um grupo nordestino de Doom Metal que começou suas atividades em 2003, tendo lançado sua primeira demo no ano de 2005, intitulada, Hallucination. Em 2010 o grupo lançou outra demo cujo nome é, Lost in My Sick Mind, que contém, além de 4 faixas até então inéditas, as outras 4 faixas da demo anterior, tornando esta demo em quase um Full-Lenght.

A banda possui uma semelhança sonora imensa com o grupo norte-americano Novembers Doom, o que já explica muito sobre o porquê de a banda ser tão qualificada. Podemos consolidar essa semelhança com os americanos na primeira faixa, “Lost Soul”. “I Don’t Know Who I Am” , destoa e muito dos trilhos por ter um ritmo um tanto quanto alegre e dançante, sendo quase um Heavy n Roll, mas esta “bola fora” não dura muito tempo, pois, “Melancholic Fate”, puxa o grupo de volta sendo talvez a melhor faixa do álbum deixando claro á influencia mais uma vez de Novembers Doom, além de possuir um arriscado solo  que poderia ser um pouco mais trabalhado ou pensado.

O álbum segue de maneira amena a partir da sexta canção, mas sem o brilho das 4 primeiras faixas. O fato de o grupo ter lançado os trabalhos de maneira independente é digno de respeito, mas parece que não acertaram em cheio ainda na direção sonora das musicas. Aguardamos que em breve o grupo lance mais trabalhos pois o grupo tem muita qualidade, mas não achou um norte ainda, creio eu.



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Resenha de CD > Mythological Cold Towers - Monvmenta Antiqva (2015)

Gravadora: Nuktemeron Prods.
Lançamento: abril/2015
Por Cielinszka Wielewski (Persephone Dark Clothes)

Quando trata-se de uma banda da relevância da Mythological Cold Towers para o cenário nacional, a expectativa por ouvir um novo trabalho é grande. Imagino o quanto deva ser ansiosa essa expectativa também por conta de seus integrantes, quando da produção do álbum. Mas o resultado ficou ótimo, ficou evidente a já notória experiência e identidade musical do grupo. A audição mostrou uma revisita a influências de suas próprias produções anteriores, com uma pitada de novidade. 

De inspirações gregas, romanas e temática histórica, a impressão que tive ao ouvir por completo o “Monvmenta Antiqva”, foi um misto de melancolia e reflexão. É incrível como esta banda tem o dom de casar muito bem as letras com os riffs e o andamento dos outros instrumentos. E essa combinação não poderia resultar em algo melhor. Parece que cada vez que se ouve, irá se descobrir algum detalhe novo. Enfim, as guitarras, por exemplo, “grudam” e os detalhes marcam e distinguem bem cada música. 

A princípio soou o álbum mais melancólico da banda, talvez porque a intro “Beyond the Frontspiece” já começou nesse clima. Densa e misteriosa, é o tipo de música que caberia ao vivo até com participação de instrumentos musicais diferenciados.

Dentre as preferidas, estão “Vetsvstvs”, “Baalbeck” e “Sound Relics”. “Baalbeck” é perfeita, a sequência melódica desperta vontade de ouvir novamente, e de observar o som de fundo que sutilmente a incrementa. Seria outra que também ao vivo, proporcionaria abertura para alguma inovação.

“Votive Stelae” é interessante, é o tipo de música que denota bem um início, meio e fim, com destaque para a finalização da guitarra. A “Sound Relics” é uma música que soa de certa maneira até independente de todas as outras. Tem um belo andamento e um toque de influência de outros estilos musicais. 

Na faixa “Of ruins and tragedies”, o destaque ficaria para os vocais limpos do final e o refrão repetido, que complementaram muito bem a composição. 

O fechamento com a “Strange Artifacts” é muito bom. A música tem um ar de suspense com a guitarra que se inicia, sempre com o vocal marcante de Samej. Não denotou bem uma finalização, mas ainda assim é um belo convite à imaginação do que se passava na antiguidade.

O álbum de forma geral é belíssimo, deixando evidente o quanto nosso país é bem representado. O cenário delineado e os aspectos explorados em cada música reforçam a valorização dos contextos históricos, que já são característicos da Mythological Cold Towers.

https://www.facebook.com/officialmythologicalcoldtowers

sábado, 4 de abril de 2015

Resenha > Within the Fall – Where Sorrow Grows (2015)

Enviado por Guilherme Rocha (Funeral Wedding)
Lançamento: mar/2015

A Suécia é um antro de criatividade. Não existe país no meio do Heavy Metal que mais revela bandas excelentes e isso vale pra todos os gêneros. Os novatos do Within The Fall estão na ativa há 5 anos, tendo Where  Sorrow Grows como primeiro álbum oficial, além de dois singles, uma demo e um EP intitulado Through The Shadows.

Pois bem, não me agrada muito fazer resenhas totalmente positivas acerca de um álbum, ou uma banda, mas estes caras realmente complicaram. Após muitas audições, não detectei um ponto negativo em Where Sorrow Grows. Todas as músicas são extremamente excelentes em todos os aspectos no que diz respeito ao Doom Metal. Passagens acústicas com vocais limpos que deixam qualquer à borda da ponte, teclados bem encaixados dando a atmosfera melancólica necessária às músicas e, quando o grupo parte pro peso, não deixam a desejar, com riffs lindos e melódicos também. As 5 faixas são perfeitas, mas 2 requerem uma atenção especial: "Song of Autumn" (o nome diz tudo, perfeita música pra se escutar em nublado dia de outono) e "Graveyard of Gods" (que possui um riff repleto de feeling executado totalmente na base do efeito, mostrando que nem sempre a técnica virtuosa ou "fritada" é o que importa).

Foi uma imensa surpresa ouvir essa banda que já se tornou pelo menos para este escriba a grande revelação do ano, ou pelo menos, do nosso bem vindo Outono.

https://www.facebook.com/WithinTheFall
https://withinthefall.bandcamp.com/
(Nota DMBR: o álbum pode ser baixado ou comprado pelo bandcamp da banda)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Entrevista – Agony Voices

Por Cielinszka Wielewski*


Santa Catarina, apesar de ser um estado relativamente pequeno, sempre se fez presente no que se refere à contribuição à cena doom metal nacional. A relevância pode ser exemplificada ao público leitor, pelo Eclipse Doom Festival. Evento por anos a fio realizado no estado, - promovendo a troca de contatos e divulgação de inúmeras bandas do sul do país -, quando de sua transferência e realização no Estado de São Paulo, influenciou, abriu caminho e motivou muito a realização de outros eventos do gênero. 

Longe das capitais, regionalmente produções de qualidade são realizadas, mas por motivos diversos, nem sempre são citadas ou acabam tão conhecidas. Infelizmente o espaço na mídia que poderia contemplar a diversidade, acaba não muito atento a esta lacuna. 

Uma banda que permanece ativa e de grande contribuição nesse contexto, é a Agony Voices, de Blumenau/SC. Segue a entrevista realizada com Jonathan Feltz para o Doom Metal BR, confiram: 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Resenha de CD > My Dying Bride - A Map of All Our Failures (2012)

Gravadora: Peaceville Recs.

Eu tentei, eu juro. Ouvi o disco várias vezes. Mas eu não sei se o problema sou eu ou se realmente os ingleses do My Dying Bride perderam o jeito de fazer Doom Metal. Ao ouvir os últimos 3 discos da banda, eu tenho a mesma sensação que tenho quando ouço os 3 últimos do Iron Maiden. Os discos são tecnicamente excelentes. Mas musicalmente, embora eles não sejam necessariamente ruins, eles nunca são realmente bons e vão perdendo a inspiração a cada lançamento. Parece que, pra ambas as bandas, acabou aquilo que os tornava revolucionários.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Resenha de Show > Legion of Nexus Fest (SP, 29/11/2014)

Enviado por Thiago Santos (Depressão Doomster)
Fotos por Fernando NokturnalMortum

O ano de 2014, que foi muito prolífico em relação a festivais e shows do doom metal nacional, ainda reservava muito para os fãs da cena. No último sábado, 29/11, pudemos presenciar mais um grande evento do estilo com nomes de peso, boa estrutura e casa cheia. O Legion Of Nexus Fest – Into The Dark Edition trouxe ao Blackmore Rock Bar, no bairro de Moema em São Paulo, 4 bandas experientes e seus fiéis seguidores, bem como novos que foram “convertidos” ali por conhecer o som de alguma delas pela primeira vez.

O cast do evento contou com: Crimson Dawn Project, Ravenland, Mythological Cold Towers e HellLight (todas de São Paulo/SP).

O público foi aparecendo aos poucos e, com o decorrer da noite, lotou o Blackmore Rock Bar para prestigiar o som autoral do Brasil, fato que merece destaque! Afinal, é essa receptividade e participação do público que faz tudo acontecer, fator que foi lembrado por todas as bandas da noite com agradecimentos.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Resenha de CD > Frequency of Butterfly Wings - The Weight of Existence (2014)

Enviado por Guilherme Rocha (Funeral Wedding)
Gravadora: lançamento independente digital
Lançamento: janeiro/2014

Uma das melhores qualidades que a internet nos proporciona é poder ter acesso às bandas dos lugares menos prováveis. E aqui temos, lançando seu segundo trabalho de estúdio os iranianos do Frequency of Butterfly Wings, demonstrando um nível de qualidade bastante incrível para uma banda de uma localidade que não é nem um pouco reconhecida por revelar bandas de Metal em geral. O EP, The Weight of Existence, além da qualidade técnica/criativa já implícita nas músicas, traz uma capa atraente em muitos aspectos, seja pelo abstrato artístico ou pelo sentimento de excitação e dominância que a arte transmite. O som transpassa as mesmas sensações da arte da capa, sendo muito excitante de ouvir, no entanto é uma atração não forçada, leve, ouve-se não por vontade e sim, pois quanto mais os acordes e chegam ao seu ouvido, mais você quer escutar daquele tipo de som. No mínimo instigante e prazeroso.

Sobre as canções em si, podemos ouvir claramente que o Doom Metal corre rápido em muitos momentos devido à grande influência de Melodic Death Metal, que a banda carrega e é exatamente por isso que é extremamente sensacional de se ouvir, uma vez que é raro ouvir bandas com solos lindos, passagens mais rápidas bem encaixadas, linhas de baixo em evidência, extremamente criativas e bem executadas aliadas á linhas mais atmosféricas voltadas para a tristeza do Doom Metal. A canção "Equal To My Ruin", a melhor faixa, é a faixa que melhor expõe essa transição de entre Atmosferic e Melodic Doom/Death Metal.

Um trabalho de incrível qualidade, que deve ser dado muito crédito aos músicos uma vez que é feito de forma independente sem contrato com nenhuma gravadora. Ficamos no aguardo de um álbum de mesma qualidade e enquanto este não chega temos de desfrutar o máximo dessa obra no mínimo sensacional que estes iranianos nos proporcionaram.


sábado, 22 de novembro de 2014

Resenha de CD > Evoken – Atra Mors (2012)

Gravadora: Profound Lore

A banda estadunidense Evoken é uma daquelas que, desde que a conheci, acredito que na época do Antithesis of Light, não me decepcionou. E ao invés de tornar seu som mais suave ao longo dos anos, como fizeram e vem fazendo muitas bandas de Doom extremo como My Dying Bride e Ahab (sem nem mencionar Anathema e outras porque já se tornou redundante), Evoken se mantém fazendo álbuns que só não são mais pesados que os anteriores porque isso é praticamente impossível.

Todas as faixas apresentam muitas variações de andamentos e atmosferas, pausas, melodias de guitarras ou teclados, e seguem sempre em progressão, raramente voltando por onde já passaram. A melancolia das faixas não é aquela típica tristeza romântica que normalmente se espera do Doom extremo, mas um sentimento mais negro e vazio, próximo de bandas como Thergothon ou Disembowelment. Por ser um disco um bocado experimental, as músicas podem ser difíceis de assimilar, principalmente por seu lado progressivo e pela falta de repetição.

O instrumental é muito pesado (talvez só não sendo mais pesado que o Antithesis of Light), bastante trabalhado e muito bem construído, cozinha alternando andamentos, alguns trechos mais quebrados, boas viradas e ocasional uso do bumbo duplo. Frequentemente entram curtas passagens mais atmosféricas, às vezes até calmas, usando guitarras acústicas para tornar o som mais melancólico ou macabro, do mesmo modo que faziam os australianos da Disembowelment. As guitarras também trazem fraseados e solos aqui e ali, com melodias e feeling sensacionais, como no final da faixa Descent into Chaotic Dream. Sobre os teclados, esta é uma das bandas que melhor sabe usá-los sem tirar o foco do peso no seu som, normalmente criando atmosferas mais sinistras.

Os vocais predominantes são guturais que usam bastante reverb e passam aquela sensação claustrofóbica de “fundo da caverna”, com alguns outros trechos apresentando vocais sussurrados. Diferentemente do que faz a banda My Dying Bride, no entanto, ao invés de declamações, esses sussurros são mais como lamentos, que contribuem para a atmosfera desoladora do álbum, e sua participação no disco é mínima.

O disco tem intervenções interessantes de teclado, às vezes até psicodélicas, como na faixa Atra Mors, ou mais sinistros como na já mencionada Descent..., e as músicas diversas vezes se alternam entre passagens agressivas mais Death, e outras mais pesadas e lentas de Funeral. Algumas tem passagens mais épicas, como Grim Eloquence (possivelmente a mais pesada do álbum), que, assim como An Extrinsic Divide, também contam com as melodias de violoncelo já típicas da banda. O disco conta também com dois interlúdios intrumentais, A Tenebrous Vision, uma curta e triste faixa ao piano, com um clima bastante nostálgico, e Requies Aeterna, apenas com violão e violoncelo.
A última faixa, Into Aphotic Devastation, tem uma das atmosferas mais tenebrosas que já ouvi, e que lembra um pouco os tempos dourados do My Dying Bride.

Em questão de produção, o disco é razoável. Pode-se ouvir bem os intrumentos, e eu particularmente gosto dessa atmosfera cavernosa e do excesso de reverb, mas a timbragem das guitarras, por algum motivo, não me agrada tanto. Elas muitas vezes me soam muito agudas pro estilo, enquanto ao mesmo tempo abafadas e um pouco baixas.

É difícil dizer se este é o melhor álbum do Evoken, já que a banda tem na discografia os álbuns Tragedy Eternal e Quietus (o meu favorito), mas o que podemos afirmar é que ele provavelmente é o mais experimental da banda até hoje e também que foi um dos melhores lançamentos do ano de 2012 na cena Doom.

Vale lembrar que o Evoken lançou, em 2010, um split com a banda Beneath the Frozen Soil, que traz 4 faixas da banda. Por fim, se você já curte o trabalho deles, acredito que gostará muito deste disco. Mas se você não conhece o som da banda, mas procura um Death/Funeral pesadíssimo e com um clima extremamente tenebroso, confira!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Curiosidades sobre os 4 anos de Doom Metal BR!

O Doom Metal BR entrou no ar no fim de junho de 2010. Foi uma iniciativa solitária (bem Doom isso... rs) num momento em que não haviam sites ativos sobre Doom Metal no Brasil e toda fonte de informação sobre o estilo eram sites estrangeiros como o Doom-Metal.com, ou os grupos de discussão nas redes sociais como o Orkut e Facebook (até então quase inexistentes neste último).

A ideia por trás da criação do site foi não apenas divulgar este estilo tão obscuro e desconhecido para o público brasileiro e conseguir novos fãs, mas também levar para o público de fora informações sobre as bandas aqui existentes e mostrar que mesmo neste país tropical, se faz bom Doom Metal.

Alguns números e curiosidades destes 4 anos de existência do site:

  • Desde sua criação até hoje, o site já recebeu mais de 100 mil visitas, tendo alcançado esta marca praticamente ao mesmo tempo em que a página no Facebook alcançou 5 mil curtidas.
  • A postagem mais acessada é As 196 Regras do Doom Metal
  • A página mais acessada é Estilos de Doom Metal
  • Os 5 países que mais acessaram o site:
    Brasil (+ de 49.780 visualições)
    Estados Unidos (+19.026)
    Ucrânia (+9.698)
    Rússia (+4.443)
    Israel (+2.595)
    Seguidos por China, Alemanha, França, Holanda e Suécia.
  • A página do Facebook foi criada mais de um ano depois do blog, em novembro de 2011. No último ano, ela subiu de cerca de 2000 para mais de 5000 curtidas, um crescimento de 250%
  • A participação do público latino-americano é maior no Facebook e o ranking de pessoas que curtem a página é o seguinte (em 31/10/2014):
    Brasil (3.597)
    México (159)
    Estados Unidos da América (124)
    Irã (68)
    Turquia (61)
    Argentina (58)
    Itália (56)
    Chile (51)
    Colômbia (50)
    Síria (42)
  • O mês com mais acessos na história do blog foi julho deste 2014, que, mesmo com o blog inativo por um tempo, teve 3.354 visualizações, o que daria uma média de cerca de 108 visualizações por dia.

— Luciano Antoniasse

Resenha de CD > Black Autumn – Losing The Sun

Enviado por Guilherme Rocha (Funeral Wedding)

Black Autumn – Losing The Sun
Gravadora: Rain Without End Records
Lançamento: setembro/2014

Constituído por apenas um membro (Michael Krall), a banda Black Autumn existe desde 1995, mas só lançou o primeiro álbum em 2007 (Ecstasy, Nightmare, Doom) e desde então lançou mais 5 excelentes álbuns, que nunca fogem dos gêneros Doom/Atmospheric Black Metal. Viciante e executado de maneira impecável a cada audição é uma das primeiras características que o ouvinte irá notar com certeza. Triste, tristonho, tristeza. Sim, a infelicidade está em todo lugar aqui, mas quem admira esse tipo de sonoridade vai encontrar a solidariedade de partilhar do mesmo sentimento do alemão e a felicidade por escutar a bela e mais recente obra do alemão, que é o álbum Losing The Sun.

Abrindo com a faixa que dá nome ao álbum, "Losing The Sun", já evidencia nos primeiros acordes a profunda depressão e no mesmo tempo o ouvinte já sente o êxtase dos vocais, que são sussurros rasgados, de uma agonia imensa, alívios, é a alma extravasando claramente. A partir daí fica claro que é impossível destacar sequer uma canção, pois todas vão se completando conforme a confirmação da audição do play. Um apelo total aos sentimentos angustiantes é o que o álbum é, com muitas passagens instrumentais e pesadas, graves. 

O interessante é que grande parte de grupos parecidos ou com a mesma proposta, acabam por soar bastantes maçantes, ou por não ter uma grande mudança de "cenários atmosféricos" ou por possuírem muitas canções com longas durações, o que às vezes, torna o prazer de ouvir em cansaço de ouvir.

Por fim, há grandes chances de acabar se impressionando com Losing The Sun, e considerá-lo o álbum como um dos melhores álbuns do ano, seja no gênero em que ele está contextualizado ou até de maneira geral. No mais, não espere e delicie-se com álbum.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Resenha de Show > Doomsday Fest II (26 de outubro de 2014)

Enviado por Thiago Santos (Depressão Doomster)

De volta com sua segunda edição, o Doomsday Fest mais uma vez reuniu em São Paulo, na tarde do dia 26/10/14, uma platéia fiel (de cerca de 100 pessoas) do underground doom metal nacional para prestigiar este grande evento. Com realização da Last Time Produções, o local escolhido desta vez foi o Morfeus Club, casa bem localizada no bairro de Santa Cecília, próximo ao centro da capital, com boa estrutura e 2 ambientes separados para o bar, na parte superior, e o palco, na parte subterrânea. Além dos próprios fãs, estavam presentes também integrantes de várias outras bandas da cena para dar apoio a mais este festival, num ano em que tivemos vários outros de sucesso, fator que aponta para o crescimento do gênero no Brasil.

Desta vez, o cast do evento contou com as bandas: Qerbero (São Paulo/SP), Saturndust (São Paulo/SP), Contempty (Rio Pomba/MG) e Abske Fides (São Paulo/SP).

Blog de Volta à Ativa!

Olá, galera doomster!

Neste último mês de junho, o DMBR entrou em seu 4° ano de existência. Mas, embora a página do Doom Metal BR no Facebook tenha permanecido bem ativa durante este último ano, já faz um bom tempo que não faço atualizações aqui no blog. A boa notícia é que o blog DMBR está voltando à ativa!

Se as coisas correrem bem, estarei contando com novos colaboradores e os planos são de tornar o site até mesmo mais ativo do que nos seus 3 primeiros anos de vida. Também teremos muito mais resenhas do que antes e farei uma atualização na lista de bandas nacionais, pois durante este período, muitos nomes, novos e antigos na cena, que estavam ausentes da lista, chegaram até nós.

Esperamos que curtam essa nova fase do site e continuem nos acompanhando!

— Luciano Antoniasse

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Novidades De Profvndis Clamati

Várias novidades da banda curitibana de Funeral De Profvndis Clamati, que colocou recentemente em pré-venda dois modelos de camisetas.

Os dois modelos que estarão disponíveis estão ilustrados abaixo. Informações sobre como adquiri-las, valores, entre outras, podem ser encontradas clicando aqui.



A banda também lançou a seguinte nota:

Em agosto a banda curitibana de Funeral Doom Metal De Profvndis Clamati irá lançar o predecessor de um trabalho muito aguardado, trata-se de seu novo websingle "The Transylvanian Mountainside Aria" que mostrará uma visão mais ampla por sobre todo o conceito/temática da banda, os fãs poderão ter uma boa idéia do que está por vir no final do ano, seu debut full lenght album. Esse websingle será lançado exclusivamente via internet, download gratuito e pago, e por fim conta com a participação especial da vocalista do Lords of Aesir. Haverá um evento via Ustream na qual a banda conversará com seus fãs e por fim inaugurará seu perfil no Bandcamp já disponibilizando esse websingle para live stream e download.

A banda ainda disponibilizou em seu Soundcloud a faixa Quietive of All Covet, anteriormente lançada no EP In Between Passionate Minnuendos, enquanto inicia as preparações para o lançamento de seu álbum completo The Vehement Shade of Passion - Adagio Molto Maestoso e Appassionata Afetuosa.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Promoção 3 Anos de Doom Metal BR - 2ª fase


No final do último mês de junho, o blog Doom Metal BR completou 3 anos de existência! E pra comemorar, a página aqui do Facebook está fazendo uma promoção em duas etapas:

A primeira etapa sorteou um par de entradas para o Eclipse Doom Festival VI, realizado no dia 06/07/2013 em São Paulo/SP, no Hole Club em SP.

A segunda etapa será realizada a partir do dia 12/07 e sorteará 4 kits com CDs e outros brindes bandas de Doom Metal nacionais. Os kits incluem:

  •  1 CD "Rising Heresy" da banda Amarna Sky + 1 CD-demo "Without Memories" da banda Bullet Course
  •  1 CD "Transient" da banda Lachrimatory + 1 camiseta Mortarium feminina
  •  1 CD "Imemmorial" da banda Mythological Cold Towers + 1 CD coletânea "Doomed Serenades" da União Doom Metal Brasil
  •  1 CD "Funeral Doom" da banda HellLight + 2 adesivos da banda

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Resenha de Show: Eclipse Doom Festival VI (São Paulo/SP, 06/07/2013

Por Julie Sousa, da banda Mortarium

Read the english version of this text bellow

Eclipse Doom Festival VI

Soul's Silence
Bullet Course
Lachrimatory
Hell Light

Sábado, 06 de Julho de 2013. Hole Club, São Paulo.

No último dia  06 de Julho a cidade de São Paulo recebeu a sexta edição do Eclipse Doom Festival - o maior festival de Doom Metal do país.
Nesta edição, os shows ficaram por conta das bandas Soul's Silence (São Paulo), Bullet Course (Curitiba), Lachrimatory (Curitiba) e Hell Light (São Paulo).
Um clima agradabilíssimo, amistoso e sobremodo intimista marcara toda aquela noite! Não apenas moradores da cidade, mas pessoas de fora de SP (Rio de Janeiro, interior de SP, Curitiba, por exemplo) formavam o público ansioso e de olhos fitos em cada detalhe. De fato, notou-se a presença de vários membros de bandas Doom Metal brasileiras, ressaltando a atmosfera amistosa daquele festival. 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Please, read and share this

Friends worldwide, I know this isn't a politics page, but in front of what's been happening here in my country, I cannot afford to remain silent.
By now, I believe a lot of you came to know that Brazil is having riots and protests in almost its entirety.

Brazillian people have endured for decades the abuses of our authorities and politicians. While the government spends millions, billions to produce an over factured World Cup that will cost to us more than the last 3 Cups together, people are suffering daily in extremely crowded public transports which are expensive and of really bad quality or else stuck on endless traffic jams because of that awful public transport. People are dying in hospitals waiting for treatment because of the lack of investments, medication, equipment, medical professionals. Education is a shame, children get out of school almost not knowing how to write or read, teachers are underpaid and afraid of violence in class. Working classes have to live with really low wages and, compared to those wages, transport fare is abolutely disproportionated; besides that, strikes are always repressed by police. Government is throwing indians away from their own lands so they can build their stadiums. Our politicians are amongst world's most expensive politicians and Brazil is one of the countries with most taxes in the world.

But the "drop of water", the thing that finally deflagrated all these protests is related to the raising of bus and train fares. Various movements throughout the country went to the streets to protest against these raisings, but they were violently repressed by police, specially in São Paulo last week. Protesters, jornalists, even pedestrians were attacked by the police with teargas, pepper spray and even rubber bullets. We had a lot of people being shot in the face with rubber bullets, some of them are very likely to lose their sight because of the injuries. People were arrested without reason and thrown into jail.

This kind of repression is what finally made us go and take the streets, kind of like Turkey did.

The media is trying to make the protesters look as hooligans and this is not true. The number of people that are only practicing vandalism is infimous compared to the people legitimately participating in the protests. We saw a lot of unnecessary police violence, policemen breaking their own cars to incriminate the movement, disguised policemen starting vandalism to instigate others to do so. They even threw teargas bombs into people's own houses because they were filming the facts. There are lots of videos on Youtube and Facebook showing this kind of images. There is a lot of manipulation on the facts, they are giving much smaller numbers about the people in the streets trying to minimize the protests, they are misleading people to believe that the protesters are starting the violence.

Our public security is very weak, we can't walk our streets with ease anymore. There are good cops, but they are mostly engulfed or immobilized by the corruption inside the police and the government.
If you plan to be here by the time of the World Cup, don't do it. You will not be safe here, as we are not. The Cup is only of interest of the rich and the ones involved with it, so, maybe if we hurt their pockets as they violate the brazillian people, just maybe, they'll start to listen to us. Please, tell other people not to come too.
Please share the news you receive about the situation here and help us. We are tired of seeing our politicians enriching through the people's misery, and tired of a government that pretends to be democratic while violate our rights and explore us. The beautiful samba and football country you see on TV is a lie.

Thank you all and specially Turkey. I don't think Brazil would finally awake if it weren't for you as inspiration.
Luciano Antoniasse - Doom Metal BR admin

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Amigos de todo o mundo, eu sei que esta não é uma página sobre política, mas diante do que tem acontecido em meu país, eu não posso me dar ao luxo de ficar calado.
A esta altura, acredito que muitos de vocês já sabem que o Brasil está passando por protestos e manifestações por quase todo seu território.

O povo brasileiro tem suportado por décadas os abusos de suas autoridades e políticos. Enquanto o governo gasta milhões, bilhões para produzir uma Copa do Mundo superfaturada que nos custará mais que as últimas 3 Copas juntas, pessoas sofrem diariamente com o transporte público extremamente lotado, que é caro e de péssima qualidade ou presos em intermináveis engarrafamentos por causa desse terrível transporte público. Pessoas morrem em hospitais esperando por tratamento por causa da falta de investimento, remédios, equipamento, profissionais médicos. A educação é uma vergonha, as crianças saem da escola praticamente sem saber ler ou escrever, professores recebem salários baixos enquanto tem medo da violência na sala de aula. Classes trabalhadoras tem que viver com salários baixíssimos e, comparado a estes salários, a tarifa do transporte é absolutamente desproporcional; além disso, greves são sempre reprimidas pela polícia. O governo expulsa índios de suas próprias terras para que possam construir estádios no lugar. Nossos políticos estão entre os mais caros do mundo e o Brasil é um dos países com mais impostos do mundo.

Mas a gota d´água, a coisa que foi o estopim para todos esses protestos está relacionada ao aumento das tarifas de onibus e trem. Vários movimentos pelo país foram às ruas para protestar contra esses aumentos, mas foram violentamente reprimidos pela polícia., especialmente em São Paulo na semana passada. Manifestantes, jornalistas e até mesmo pedestres foram atacados pela polícia com gás lacrimogênio, sprays de pimenta e até balas de borracha. Tivemos muita gente sendo alvejada no rosto com balas de borracha, e algumas delas tem grandes chances de perder a visão por causa dos ferimentos. Pessoas foram presas sem razão e jogadas na cadeia.

Este tipo de repressão é o que finalmente nos fez sair e tomar as ruas, meio que como a Turquia fez.

A mídia está tentando fazer com que os manifestantes pareçam como arruaceiros e isso não é verdade. O número de pessoas que estão apenas praticando vandalismo é ínfimo comparado às pessoas legitimamente participando dos protestos. Nós vimos muita violência desnecessária, policiais quebrando vidros de suas próprias viaturas para incriminar o movimento, policiais disfarçados começando o vandalismo para instigar outros a fazerem o mesmo. Eles até mesmo atiravam bombas de gás nas casas de pessoas que filmavam os ocorridos. Existem muitos videos no Youtube e Facebook mostrando imagens como essas. Há muita manipulação dos fatos, eles dão números muito menores sobre a quantidade de pessoas nas ruas para minimizar os protestos, eles estão levando as pessoas a acreditarem que os protestantes estão iniciando a violência.

Nossa segurança pública é muito fraca, nós não podemos mais andar por nossas ruas com tranquilidade. Existem bons policiais, mas a maioria deles é engolida ou imobilizada pela corrupção dentro da polícia e do governo.
Se você planeja estar aqui na época da Copa do Mundo, não faça. Você não estará seguro aqui, assim como nós. A Copa é apenas do interesse dos ricos e daqueles envolvidos com ela, então, talvez, se nós ferirmos seus bolsos assim como eles violentam o povo brasileiro, apenas talvez, eles comecem a nos ouvir. Por favor, digam aos outros para não virem para cá também.
Por favor , espalhem as notícias que receberem sobre a situação aqui e ajudem-nos. Estamos cansados de ver nossos políticos enriquecendo através da miséria do povo, e cansados de um governo que finge ser democrático enquanto viola nossos direitos e nos explora.  O belo pais do samba e futebol que vocês vêm na TV é uma mentira.

Obrigado a todos e em especial à Turquia. Eu não acho que o Brasil iria finalmente acordar se não fosse por vocês como inspiração.
Luciano Antoniasse - Doom Metal BR admin

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Evento > Eclipse Doom Festival VI (06/07/2013)

Data:
Sábado, 6 de julho de 2013, às 22h


Bandas:
Lachrimatory - Curitiba / PR
HellLight - São Paulo / SP
Soul's Silence - São Paulo / SP
Bullet Course - Curitiba / PR


Local:
Hole Club
Rua Augusta, 2203 - Jardins, 01412-000 São Paulo/SP
Telefone: (11) 3061-2699


Mais informações serão divulgadas em breve.
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